[justify]Quando um objeto está em [b]equilíbrio estável[/b], ele naturalmente tende a permanecer nessa posição. Se, por algum motivo, ele for deslocado desse ponto de equilíbrio, haverá uma força que tenta trazê-lo de volta. Essa é a chamada [b]força restauradora[/b].[br][br]Imagine uma bolinha em repouso no fundo de vale. Se empurramos a bolinha para o lado, ela sobe pela parede, mas assim que soltamos, atua uma força que a puxa de volta para o centro. A bolinha não para imediatamente no centro — ela ganha velocidade e, no embalo, passa para o outro lado. Novamente, a força restauradora atua, puxando-a de volta. Esse vai e vem contínuo é o que chamamos de [b]movimento oscilatório[/b].[br][/justify]
O mesmo raciocínio vale para um bloco preso a uma mola. Quando o bloco é puxado, a mola se alonga e cria uma força que tenta puxá-lo de volta ao equilíbrio. Ao soltar o bloco, ele acelera para o centro, passa além do ponto de equilíbrio devido à sua inércia, comprime a mola do outro lado, e a mola novamente o puxa de volta. Esse ciclo se repete, gerando a oscilação. Veja o vídeo abaixo.
Molas têm um comportamento muito especial:[br][list][*]Quando são esticadas, elas puxam de volta.[/*][*]Quando são comprimidas, elas empurram para fora.[/*][/list][br]Ou seja, sempre que uma mola é deformada, surge uma força elástica que tenta restaurar seu comprimento original. Por isso, dizemos que ela é um ótimo exemplo de força restauradora — aquela que atua para trazer o sistema de volta ao seu estado de equilíbrio.[br][br]Para [b]pequenas deformações[/b], o módulo da força elástica é [b]diretamente proporcional[/b] à deformação. Assim, esse comportamento pode ser descrito pela [b]Lei de Hooke[/b], dada por:[br][br][center][math]F=-k\cdot x[/math][/center]Sendo:[list][*]"F" a força elástica, em newtons (N);[/*][*]"x" o deslocamento em relação à posição de equilíbrio, em metros (m);[/*][*]"k" a constante elástica da mola, em N/m.[/*][/list][br]A constante k quantifica a rigidez da mola, se porta como constante de proporcionalidade e é sempre positiva. Já o sinal de menos indica que a força elástica atua em [b]sentido oposto à deformação[/b], buscando restaurar o equilíbrio.[br][br]Esse modelo é bastante eficaz na maioria das situações envolvendo [b]deformações pequenas[/b]. No entanto, quando as deformações se tornam muito grandes, o comportamento da mola [b]deixa de ser linear[/b] e a Lei de Hooke [b]não se aplica mais com precisão[/b]. Nesses casos, a força elástica passa a depender de outros fatores, e sua relação com a deformação se torna [b]não linear[/b].
[justify]Um pêndulo simples, como o de um relógio antigo, também obedece ao mesmo princípio. Quando deslocamos a esfera para o lado a força resultante da tração do fio e da gravidade age puxando-a de volta à posição de equilíbrio. Assim como nos casos anteriores, o movimento não para no centro: a inércia faz o pêndulo passar do ponto de equilíbrio e continuar a oscilar. [/justify]