Leonardo da Vinci inscreve a figura humana na circunferência para representar a perfeição e a harmonia do corpo humano, elevando-o a um patamar de criação ideal. No Renascimento, a circunferência era considerada a forma geométrica mais ideal e perfeita por várias razões, que iam além da matemática, incorporando filosofia e teologia:[br][br][list=1][*][b]Sem Início ou Fim:[/b] A circunferência é uma forma contínua, sem começo ou fim. Essa característica a associava à eternidade, à perfeição divina e à natureza cíclica do universo. Era vista como um reflexo da perfeição de Deus, que também não tem começo nem fim.[br][/*][*][b]Harmonia e Unidade:[/b] O círculo é a forma mais harmoniosa e simétrica. Todos os pontos de sua borda estão a uma distância igual do centro. Essa uniformidade e equilíbrio eram vistos como um modelo de ordem cósmica e unidade.[br][/*][*][b]Representação do Cosmos:[/b] A circunferência era frequentemente utilizada para representar o cosmos e os céus. A crença de que os corpos celestes se moviam em órbitas circulares reforçava a ideia do círculo como uma representação da ordem e perfeição universal.[br][/*][/list]