[justify] Vimos que os átomos respondem de forma seletiva à energia que recebem: eles só absorvem ou emitem fótons em frequências específicas, ligadas à diferença de energia entre seus níveis. Essa mesma ideia é a base de uma das técnicas mais sofisticadas da ciência moderna: a [b]ressonância magnética nuclear (RMN)[/b].[br][br] Alguns núcleos atômicos, como o do hidrogênio, possuem uma propriedade chamada [b]spin[/b], que pode ser imaginada como uma espécie de "rotação intrínseca". Quando esses núcleos estão sob a ação de um campo magnético intenso, seus spins se alinham e passam a ter estados de energia distintos, separados por uma diferença muito pequena.[br][br] Se aplicarmos radiação eletromagnética na frequência exata correspondente a essa diferença, ocorre a [b]ressonância nuclear[/b]: os núcleos absorvem energia e mudam de estado. Em seguida, ao retornar ao estado inicial, eles emitem sinais que podem ser detectados.[br][br] Na técnica de [b]imagem por ressonância magnética (IRM)[/b], usada em hospitais, esse fenômeno é explorado principalmente com núcleos de hidrogênio presentes na água do corpo humano. Como a quantidade de água varia de tecido para tecido, os sinais emitidos permitem construir imagens detalhadas do interior do organismo, sem o uso de radiação ionizante.[br][br] Assim, o mesmo princípio que descreve a absorção de fótons em um átomo no modelo de Bohr também está por trás de uma das ferramentas mais revolucionárias da medicina moderna.[br][br] Nos vídeos abaixo, você encontra uma explicação acessível sobre como funciona a RMN e como ela é aplicada na formação de imagens médicas.[/justify]