[size=100]Desde que eu me dou por gente, eu sempre quis ser professora, mas nem sempre de matemática. Um dos motivos principais dessa escolha foi frustração. [br][br]Durante meu ensino nunca achei a disciplina um monstro monstruoso, mas sempre assistia meus colegas terem pavor de qualquer coisa que ousasse se assemelhar à tão temida matemática. Desde então, me encontro tentando mostrar que o monstro aterrorizante é apenas uma sombra de um fantoche bem pequenininho em um espetáculo de sombras armado para te manter longe dos bastidores, onde acontece o verdadeiro show.[br][br]Esse projeto leva essa intenção no seu cerne. [br][br]Mas como trazer para perto, aqueles já tão distantes? [br][br]Aqui, foi tentada essa aproximação trabalhando duas ideias muito humanas que combatem a friúra da dissociação matemática: Arte e identidade.[br][br]Estamos assumindo o conceito antropológico de identidade, em que esta se baseia à ideia de alteridade, ou seja, é necessário existir o outro para se definir então por comparação e diferença a identidade própria. A medida que abordamos diferentes culturas e seus signos, podemos ver como estas nos influenciam e quais são seus contrastes em relação a umas as outras mas também a nós mesmos, construindo a partir disso quem queremos e não queremos ser.[br][br]Quanto a parte artística, esta está fortemente associada à expressão e a liberdade criativa. Assim através de expressões artísticas podemos desenvolver potencialidades para aquele que deseja ser plenamente si mesmo. [br][br]Nessa obra pretende-se mostrar o que acontece quando esses conceitos não só se encontram com a matemática mas são feitos e fazedores dela.[/size][br]